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PESCAS. Governo duplica previsão de produção aquícola para as 20 mil toneladas, apesar dos resultados de 2016, que ficaram aquém dos objectivos. Autoridades reconhecem dificuldade no acesso ao crédito para o desenvolvimento da actividade.

A produção aquícola ficou 93,45% abaixo das metas preconizadas pelo Governo, em 2016, no âmbito do programa dirigido para a produção e exportação da tilápia, devido a dificuldades na importação de ração.

Das 10 mil toneladas previstas pelo Ministério das Pescas, a produção ficou-se pelas 655 toneladas, segundo cálculos do director nacional da Aquicultura, António José da Silva, que lembra que a “ração é praticamente toda importada”.

Apesar do falhanço do ano passado, o Ministério das Pescas duplicou a meta para 2017, ao prever 20 mil toneladas de produção, motivado pelas “boas notícias das empresas importadoras de ração, que informaram a Direcção Nacional de Aquicultura, que este ano há mais ração para vender do que clientes.”

António José da Silva declara que o Ministério vai trabalhar para que os objectivos sejam alcançados, mas lembra que, apesar da actual abundância que se regista na disponibilidade de rações, os empresários que pretendem apostar nesse subsector estão com muitas dificuldades em conseguir financiamento bancário. O Ministério tem, na sua base de dados, 124 projectos de aquicultura continental e 12 de maricultura, todos à espera de financiamento.

Já a Direcção Nacional de Aquicultura tem registadas, na sua base de dados, 50 empresas em pleno funcionamento que praticam a aquicultura continental. Cerca de 99% das empresas dedicam-se à produção de cacusso e o restante à produção de bagre.

SUBSECTOR “NOVO”

A aquicultura actualmente é responsável pela produção de metade do peixe consumido pela população mundial, indicam dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Angola está ainda a dar os primeiros passos no que respeita à produção aquícola, comparando aos gigantes deste subsector como a China. O país apenas começou a ter os primeiros dados de produção em 2013, altura em que foram contabilizados cerca de 50 toneladas de pescado. Em 2014, a produção atingiu as 305 toneladas, conhecendo o pico em 2015, com 872 toneladas.

A prática já atinge quase todas as 18 províncias, sendo o Uíge, Benguela e Bengo os principais destaques nesta actividade.

 

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