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ELECTRICIDADE. Estima-se que o segmento doméstico consuma 46% do total da energia produzida em Angola, seguido dos serviços, com 32%, enquanto a indústria absorve apenas 8%.

Pelo menos, 5.239.745 habitantes têm acesso à electricidade no país, com Luanda a reclamar 70% do consumo total, revela o relatório ‘Energia em Angola 2016’ do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica, publicado na última semana em Luanda. “Grande parte da electricidade é distribuída para Luanda e muito pouca para as outras províncias”, destaca o estudo, apontando que ao conjunto do sistema Norte, em que se inclui a capital, é destinado 77% da carga total.

O relatório do CEIC avança que, até 2014, o Governo investiu, pelo menos, 965,6 mil milhões de kwanzas na produção de electricidade, indicando que a baixa taxa de electrificação do país “não se deve apenas ao défice de produção, mas também a um nível de ineficiência muito elevado no que toca à distribuição da energia produzida”. A distribuição de energia, em 2015, exemplifica o relatório, foi de 8.383 gigawatts/hora, 42% abaixo da meta de 14.465 gigawatts/hora estabelecida. No entanto, neste mesmo ano, a produção foi de 9.698 gigawatts/hora, registando-se uma perda de 16%.

Ainda em ralação às perdas de energia, os investigadores do CEIC apuraram que o ‘fenómeno’ apresenta uma tendência de evolução crescente, apresentando-se como um desafio para a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), a nova entidade de distribuição criada em 2014, com a reforma no sector.

O estudo estima que o segmento doméstico consuma 46% do total da energia produzida em Angola, seguido dos serviços, com 32%, enquanto a indústria absorve apenas 8%. Quando comparado a alguns países africanos da ‘SADC’, em termos de consumo de electricidade pelo sector industrial, Angola aparece na cauda (ver gráficos), atrás de todos os países vizinhos (Congo Democrático, Zâmbia e Namíbia). Pelo menos, em sete Estados da região, mais de 40% da carga total é alocada à indústria. A perspectiva do Governo angolano, de acordo com o documento do CEIC, é de que, em 2025, pelo menos, 25% do consumo de energia seja canalizado para o sector industrial. PRODUÇÃO Angola tem uma capacidade instalada de energia na ordem dos 2.354 megawatts, sendo 916 megawatts hídricos e 1.438 megawatts. Em 2015, a produção de energia cifrou-se em 9.698 gigawatts/horas, representado um crescimento de 78% face a 2010 (5.448,8 gigawatts/hora), sendo 46% de fontes térmicas. Em 2010, de acordo com o CEIC, apenas 32% da produção de energia era proveniente de fontes térmicas. “Tal demostra uma opção por fontes de energia mais caras e menos amigas do ambiente”, aponta o relatório, recordando que, em 2006, apenas 15% da produção total provinha de fontes térmicas. Os autores do estudo alertam que “a actual situação económica e financeira que o país enfrenta tem provado que os custos com a manutenção das grandes centrais térmicas se podem tornar insuportáveis ao ponto de, a curto prazo, afectarem significativamente a oferta de energia nos principais centros urbanos do país”.

Um dos principais entraves que o sector tem enfrentado, ao longo dos anos, tem que ver com “a inaptidão de aproveitamento correcto da capacidade de produção”, que cresceu 18% de 2010 a 2015 (produção hídrica), passando de 782 megawatts a 916 megawatts. Enquanto a capacidade de produção térmica 118%, neste mesmo período, cresceu de 660 megawatts para 1.438 megawatts.

Da capacidade instalada, em média, apenas 70% está disponível. As condições de hidraulicidade que têm afectado as barragens de Capanda e Cambambe, bem como os trabalhos indispensáveis de revisão do grupo do Alteamento Hidroeléctrico de Capanda estão na origem da baixa taxa de disponibilidade de energia em Angola, segundo os especialistas do CEIC.

 

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