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BALANÇO. Alves da Rocha e Josué Chilundulo comentam os resultados dos investimentos públicos na primeira década e meia, pós-conflito armado. Destacam investimentos em infra-estruturas e apontam desafios imediatos.

 

A reabilitação e modernização das principais infra-estruturas, nomeadamente a recuperação de estradas e pontes, vias ferroviárias, a construção das infra-estruturas portuárias, a expansão da rede eléctrica que passou de uma potência instalada de 700 MW em 2002, para mais de 3000 MW em 2016, são alguns dos resultados da paz apontados por especialistas e governantes.

O economista Alves da Rocha observa que, em 2002, com o fim da guerra, foi “recuperada a possibilidade de se pensar no futuro”, observando que “não há nenhum país no mundo que consiga organizar-se e incentivar a população num cenário de guerra”.

Alves da Rocha destaca os avanços no sector energético e avalia que o Governo tem prestado “atenção especial” a este sector, ao fazer “poderosos investimentos”.

Socorrendo-se a dados oficiais, o economista avança que, no quadro do Plano Nacional de Electrificação, no global, o Governo já investiu 17 mil milhões de dólares, “o que demonstra uma preocupação para permitir a competitividade”.

Por sua vez, o economista Josué Chilundulo entende que o alcance da estabilidade político-militar em 2002 criou um ambiente favorável à reactivação dos sectores socioeconómicos, com particular destaque para o sector agrário. Chilundulo aponta o aumento “significativo” de iniciativas privadas no sector do micro e pequenas empresas que, como avalia, produzem efeitos positivos no indicador de emprego.

Como nota, a paz permitiu também a reabilitação e modernização dos aeroportos em todas as províncias, estando em curso o maior investimento neste particular, com a construção do futuro aeroporto internacional de Luanda.

O ministro dos Transportes, recentemente, no Moxico, afirmou estar concluído a reabilitação e modernização da rede ferroviária de Angola, nomeadamente, o Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL), de Benguela (CFB) e de Moçâmedes (CFM), restando a República do Congo fazer a sua parte, na zona de Catanga para permitir a ligação entre os dois países.

Mas há outros resultados visíveis na apreciação de alguns observadores. Dados do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) revelam que, de 2006 a 2010, Angola passou de 322 quilómetros para um total de 6.404 quilómetros de estradas reconstruídas, e oito capitais provinciais já estavam interligadas por estradas asfaltadas. Mais de 500 concluídas, entre provisórias, definitivas e metálicas.

ESPECIALISTAS 
ACONSELHAM

Não obstante os avanços, especialistas apontam os desafios que Angola deve enfrentar. Josué Chilundulo defende a urgência do equilíbrio macroeconómico, sugerindo a adopção de uma estratégia para melhorar a taxa de inflação, a competitividade das taxas de juros, o desequilíbrio da balança de pagamento e a melhoria da distribuição de recursos.

Para o especialista, o micro e o pequeno negócios têm de acontecer para que, no curto e médio prazos, se gere uma cadeia produtiva de menor tecnologia mas que possa gerar emprego. “Uma maior aposta deve ser feita na agricultura por ser um sector de mão-de-obra intensiva”, acresce.

Alves da Rocha, por sua vez, pede mais transparências nos processos levados a cabo pelo Governo e é de opinião que a diversificação da economia que se propala não acontece se não houver água, energia e comunicações eficientes.

“As indústrias precisam disso, é importante que se resolvam estes problemas”, alerta.

 

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