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ENERGIA. Enchimento do reservatório da barragem de Laúca, primeira de três etapas do processo, começou no sábado. A meta passa por enchê-la até a um nível que corresponda a 800 metros, num prazo de 90 dias.

 

Em construção desde 2014, na província de Kwanza-Norte, a albufeira de Laúca (reservatório da barragem) começou a receber água no último sábado, com o fecho do túnel para o desvio do rio, em acto que contou com a presença de José Eduardo dos Santos, como se previa até ao fecho desta edição.

A barragem está projectada para produzir 2.070 megawatts de energia, repartidos por seis turbinas de 334 megawatts cada uma, em duas centrais. O projecto é um investimento governamental de 4,5 mil milhões de dólares e envolve a construção, produção, fornecimento e colocação em serviço do sistema de transporte de energia, sendo a terceira maior barragem em construção no rio Kwanza, depois de Cambambe e Capanda.

Segundo a previsão do Ministério da Energia e Águas, a entrada em funcionamento da central principal acontece em Julho e a central ecológica em 2018, altura em que Laúca poderá beneficiar mais de oito milhões de pessoas, além dos pólos industriais em construção.

Na empreitada, estão envolvidos mais de 10 mil funcionários contratados, na sua maioria angolanos.

14 MILHÕES DE HABITANTES EM 2025

O ministro da Energia e Águas voltou a prevenir a população quanto à manutenção das restrições ao fornecimento de energia “nos próximos dias”, por causa da estiagem.

Pelas contas do Ministério, segundo João Baptista Borges, pelo menos, 14 milhões de habitantes vão ter acesso à electricidade até 2025, meta que exige “o fortalecimento da organização interna, de modo a garantir-se a operação, manutenção e as receitas provenientes da produção e distribuição de energia”.

João Baptista Borges, que falava no termo da cerimónia de tomada de posse dos novos conselhos de administração do sector eléctrico, integrou, nos planos do Ministério, a extensão da rede de transporte de energia, a criação da rede eléctrica nacional, a electrificação das capitais provinciais e sedes municipais, além da continuidade do fluxo de investimento no sector eléctrico para os próximos anos.

Na última semana, o ministro da Economia, Abrahão Gourgel, conferiu posse aos conselhos de administração de empresas do sector eléctrico, como a Empresa Nacional de Produção de Electricidade (PRODEL), Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT e da Empresa de Distribuição de Electricidade (ENDE).

Na ocasião, Abrahão Gourgel referiu que as empresas do sector “são fundamentais para o processo de diversificação da economia nacional”, considerando que garantem “as condições infra-estruturais de base para o melhor funcionamento dos sectores produtivos, das empresas, indústrias do sector mineiro, agrícola, entre outros”.

NOVOS ROSTOS, VELHOS PROBLEMAS

Entre os nomeados, alguns já ocuparam cargos de destaque no Ministério, como são os casos de Emanuela Bernardete Viera Lopes, antiga ministra da Energia e Águas, e Simão Paulo, quadro sénior da Energia e Águas. João Baptista Borges sublinhou que o sector eléctrico está a passar por um processo de transformação e, com a entrada em funcionamento das novas empresas, vai poder atingir os seus objectivos.

O novo conselho de administração da ENDE, nomeado para um mandato de cinco anos, tem, como presidente, Francisco Dias Pereira de Sousa Talino e integra Hélder de Jesus Garcia Adão, como administrador para a Região Norte, Nsiansoky Mayomona, como administrador para as regiões sul e leste, Manuel de Jesus Adão, administrador para as áreas comercial, redes e aprovisionamento e Ruth do Nascimento Safeca, como administradora para a área das Tecnologias de Informação, além de dois administradores não executivos, Pedro de Morais Neto e João Simão Manuel da Silva.

Para a PRODEL foi nomeado, como PCA, José António Neto e quatro administradores executivos: Job Feca Martins Vilinga, para a área de produção térmica; Pedro Eduardo Afonso, para a área de produção hídrica; Mário Alberto Mendonça da Silva, para a área comercial e assuntos regulatórios, e Judith Nazaré dos Santos Lemos, para as áreas de Finanças e Tecnologias de Informação. A PRODEL conta com dois administradores não executivos, nomeadamente, Francisco de Meireles Vasconcelos Júnior e Emanuela Bernardete Afonso Viera Lopes, esta última que já exerceu as funções de ministra da Energia e Águas.

Para a RNT tomou posse, como PCA, Rui Pereira do Amaral Gourgel. Além de mais quatro administradores executivos, há dois não-executivos, nomeadamente Simão Paulo, que já foi governador de Luanda, e David Teixeira de Carvalho.

 

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