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FINANCIAMENTO. Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) vai disponibilizar, este ano, uma linha de financiamento para o apoio à indústria salineira, estando a decorrer, neste momento, as discussões sobre os moldes da parceria com o Ministério das Pescas.

O Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) vai disponibilizar, este ano, uma linha de crédito para a produção salineira, em Angola, no valor de 300 milhões de dólares, avançou fonte daquela instituição ao VALOR. A directora do gabinete de investimento e estatística, do Ministério das Pescas, Júlia Ferreira, no entanto, afirma desconhecer o assunto.

Segundo a fonte do VALOR, para além do aumento da produção interna para o mercado nacional, o objectivo é a exportação do excedente.

Dados oficiais indicam que Angola consome anualmente cerca de 250 mil toneladas de sal, sendo que, em 2016, a produção se cifrou em 93 mil toneladas que obrigam à importação de 157 mil toneladas.

Segundo a directora do gabinete de investimento e estatística do Ministério das Pescas, Júlia Ferreira, as quantidades previstas no PND 2013/ 2017, uma média anual de 120 mil toneladas, nunca foram alcançadas. “Basta olhar para as previsões do PND. Nem em 2015, ano em que se atingiu uma produção de 42 mil toneladas, nem em 2016 as projeçcões foram alcançadas”, enfatizou.

A ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto, no ano passado, durante o conselho consultivo daquele sector, justificou a fraca produção com a ausência de financiamento para a renovação de equipamentos, que responsabilizou pela “completa paralisação da maioria das unidades e o consequente recurso à importação de sal”.

Ainda assim, a ministra mostrou-se optimista com os investimentos realizados por algumas empresas, sobretudo em Benguela e no Namibe que expandiram as áreas de produção com a introdução de tecnologias mais modernas que permitem passar de uma produção artesanal para a industrial.

Das 93 mil toneladas produzidas em 2016, Benguela representou 70%, seguida pelas províncias de Namibe, Bengo, Kwanza-Sul, Zaire e Luanda, segundo os dados oficiais.

Cálculos do Ministério das Pescas estimam que Angola precisa de 250 mil toneladas, por ano, de sal iodizado para se tornar auto-suficiente, considerando que a população angolana é superior a 24 milhões de habitantes, prevê-se que 200 mil toneladas sejam para o consumo humano, animal e industrial e 50 mil toneladas para exportação.

O plano de desenvolvimento do sector das pescas tem como principais objectivos a reforma no ramo das salinas, o aumento da competitividade, a criação de condições para galvanizar mais postos de trabalhos e tornar o sal num dos produtos de exportação do país.

As relações FAO/ Ministério das Pescas são estreitas. Em 2015, a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação disponibilizou 390 mil dólares, no apoio à construção de um centro de processamento e captura de pescado no Kwanza-Norte.

 

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