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MERCADO IMOBILIÁRIO. Governo admitiu recentemente que a taxa de ocupação nas unidades hoteleiras caiu 25%, no 
geral. Luanda reclama mais de metade da oferta de quartos no país.

A taxa de ocupação das unidades hoteleiras, em Luanda, caiu para a metade, nos últimos dois anos, recuando dos 80% para os 40%, revela um estudo realizado pela imobiliária Proprime e publicado na segunda semana de Fevereiro, que contabiliza também uma quebra média superior a 27% nas diárias.

De 2014 para 2016, os preços das diárias nos hotéis de três estrelas cederam 21,4% para os 220 dólares (um recuo nominal de 60 dólares), tendência verificada no segmento de cinco estrelas, em que as diárias baixaram 24%, saindo dos 500 para os 380 dólares. Os hotéis de quatro estrelas foram os mais castigados pela crise no sector, com os preços médios a recuarem, nos últimos dois anos, 37,5% para os 300 dólares, menos 130 dólares face à tabela de 2014.

O Ministério da Hotelaria e Turismo fez saber, recentemente, que o número de turistas estrangeiros que visitaram o país, no ano passado, caiu de forma “substancial” desde 2014, resultando na queda de 25% na taxa de ocupação dos hotéis em Angola.

No terceiro trimestre de 2016, o presidente da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHRA), Armindo César, antecipava, em entrevista, que as unidades hoteleiras de uma maneira geral viviam “imensas dificuldades”, decorrentes da fraca ocupação das suas infra-estruturas, situação que estava a provocar problemas de tesouraria.

O empresário revelou, na altura, que as taxas de ocupação eram “tão baixas” que havia unidades hoteleiras com dificuldades para honrar os compromissos com terceiros e manter a estrutura da força de trabalho.

O turismo interno também não ficou de parte e retraiu como consequência, entre outros factores, da crise económica e financeira, da degradação das estradas nacionais, da subida dos bilhetes de passagem de autocarros e da fraca exploração dos potenciais turísticos nacionais.

A Proprime ressalta, no estudo, que a crise teve forte impacto na ‘performance’ das unidades hoteleiras, sendo que o grosso do turismo continua a ser o de negócios.

LUANDA LIDERA OFERTAS

A oferta de quartos de hotel em Angola está fortemente concentrada em Luanda. A província possui mais de metade da oferta. Benguela é a segunda, mas, mesmo assim, tem menos de um terço do total de quartos de Luanda.

No total, um terço das províncias de Angola tem menos de 100 quartos de hotel e mais de metade das províncias têm menos de nove unidades hoteleiras.

Angola tem 207 unidades hoteleiras. Com excepção de Luanda, os hotéis de menor qualidade são mais de metade, segundo um outro estudo sobre o mercado imobiliário nacional, da Colliers Internacional, lançado no mês passado.

MORADIAS MAIORES EM 2016

O estudo realizado pela Proprime analisou também o imobiliário residencial e a oferta de escritórios em Luanda. O arrendamento de escritórios baixou entre 20% e 10% em 2016.

A quebra na actividade económica tem tido reflexo no imobiliário residencial, retraindo a procura por parte dos expatriados, devido a muitas empresas multinacionais que fizeram reajustes nos investimentos em Angola.

“O novo cenário na economia tem motivado aos novos projectos imobiliários a aposta de tipologias maiores, direccionadas a angolanos em relação às tipologias menores que eram maioritariamente procuradas por estrangeiros”, ressalta o estudo.

A análise da Proprime revela ainda que, em 2016, houve maior procura de moradias em Talatona, devido à descida das rendas nesta zona de Luanda. Nas moradias do tipo V3, os preços desceram 9,5% face a 2015, continuando a tendência de queda iniciada em 2011. Nos apartamentos, na Ingombota, os preços desceram 10%.

 

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