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COMÉRCIO. Apesar da queda global das importações, as compras de produtos da cesta básica aumentaram no terceiro trimestre do ano passado.

As importações marítimas registaram, no terceiro trimestre do ano passado, “ligeiras alterações positivas”, mas caíram 24,74% para 1,436 milhões de toneladas, face ao período homólogo, revelam dados do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), no seu boletim estatístico, que colocam as compras ao exterior em 1,908 milhões de toneladas nos penúltimos três meses de 2015.

Entre os bens mais importados, o cimento hidráulico, também conhecido por ‘clinker’, principal matéria-prima para o fabrico do cimento Portland, destaca-se com um crescimento de 18,84% para as 239,3 mil toneladas, no mesmo período, face ao terceiro trimestre de 2015. Igual tendência registaram alguns dos produtos da cesta básica, com a importação do arroz a assinalar um aumento de 32,76% para as 113,1 mil toneladas e o açúcar a crescer 18,74% para as 66,9 mil toneladas, um aumento nominal de 10,5 mil toneladas. Impulsionada pelo programa governamental, concretizado pelo Entreposto Aduaneiro, de venda directa aos industriais da panificação para a redução do preço do pão, a importação da farinha cresceu 41% para as 149,8 mil toneladas.

Em sentido contrário, a importação de carnes e miudezas quedou em até 34,76% para as 48,05 mil toneladas, uma redução nominal de 25 mil toneladas. Em relação às empresas, a Nova Cimangola continua a comandar o ‘ranking’ dos maiores importadores com 280, 9 mil toneladas de ‘clinker’, mais 80,7 mil face ao registo homólogo, num crescimento superior a 40%. Em maré de quedas encontra-se, no entanto, a Angolissar, que viu as suas importações manterem-se no vermelho, no terceiro trimestre de 2016, recuando cerca de 39% para as 68,4 mil toneladas. No trimestre anterior, isto entre Julho e Setembro de 2016, as compras ao exterior da Angolissar já haviam contabilizado uma queda superior a 73%, face a igual período de 2015.

Em queda livre também se manteve a importação de veículos, no trimestre em análise, recuando 62% para as 1.634 viaturas, com o Porto de Luanda a desembarcar 1.563 unidades do total.

PORTUGAL RECUPERA LUGAR, MAS...

Portugal voltou a ser o maior fornecedor de Angola no terceiro trimestre de 2016, deixando para trás a China e a Coreia do Sul. Mas, mesmo recuperando a sua posição de líder, o país europeu exportou para Angola menos 28% em relação ao período homólogo.

Durante este período, a Espanha aumentou “drasticamente” as importações para Angola, segundo os dados do CNC. Ao todo, chegaram ao país 126,7 mil toneladas mais 81,4 mil. Em alta estiveram também a Turquia, com 40,93%, e a Tailândia, com 10,89% de crescimento.

O continente europeu substituiu o asiático na posição de topo, apesar de “tímido” crescimento de 4,54%, ser devido à quebra da Ásia de 36%, que se traduz em 520,04 mil toneladas, menos 293,7 mil que no terceiro trimestre de 2015. Os continentes americano e africano apresentaram baixas nas importações para Angola com 207,5 toneladas, aproximadamente menos 119 mil, e 73,6 mil toneladas menos 82 mil toneladas respectivamente.

 

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