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INDUSTRIALIZAÇÃO. Falta de água encarece produção na zona industrial de Viana, em Luanda. Governo quer resolver problema, mas procura parceiros para dividir custos de infra-estruturação.

O Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana, em Luanda, ainda não tem água da rede pública (potável e para a produção industrial), numa altura em que conta já com mais de 15 anos, após a sua entrada em funcionamento.

O facto preocupa vários empresários, tendo em conta que a água faz parte das matérias-primas para a fabricação de diversos produtos das empresas aí instaladas. A falta de canalização, de acordo com investidores que preferiram falar sob anonimato, aumenta os custos de produção, naquela zona que congrega o maior número de empresas em Angola.

Em média, as fábricas do Pólo Industrial de Viana consomem 40 mil litros de água por dia, segundo cálculos de várias empresas, que apontam custos mensais superiores a um milhão de kwanzas apenas em stocks do ‘precioso líquido’. “Claramente que se a água fosse da rede pública, o custo não estaria nesta cifra”, comparou um gestor, acrescentando que “não é concebível que, em 17 anos, esta situação não tenha sido ainda resolvida”.

Em relação à electrificação do Pólo, a situação está resolvida há um ano,” embora não tenha ainda a qualidade industrial desejada”, o que obriga as fábricas, em certas ocasiões, a recorrerem aos alternativos grupos geradores. “Há quatro ou cinco meses que a energia é regular. Mas, antes desse período, havia muitos cortes e não era suficiente para arrancar todas as máquinas”, afirmou um gestor de uma empresa, que funciona na zona há mais de 10 anos.

O acesso ao interior do Pólo Industrial de Viana constitui uma outra preocupação dos investidores assim como dos funcionários. As vias são terraplanadas e ficam constantemente poluídas com ‘nuvens’ de poeira, à medida que os carros vão passando. Em época chuvosa, as condições de transitabilidade pioram, agravadas pela falta de iluminação pública. “Isso é também uma necessidade urgente, porque funcionários e outros peões usam estas mesmas vias, inalando poeira. É preciso asfaltar as vias no interior da área industrial”, queixaram-se.

GOVERNO TEM PROJECTO

O VALOR não teve sucesso na tentativa que fez para ouvir a direcção do Pólo Industrial de Viana. No entanto, em 2016, o coordenador da comissão de gestão, Luís Ribeiro, afirmou que a sua administração pretendia, este ano (2017), arrancar com o projecto de implantação de uma rede de abastecimento de água para fornecer directamente às empresas instaladas naquele recinto.

Na mesma ocasião, Luís Ribeiro avançou que a infra-estruturação do pólo estava orçada à volta de 500 milhões de dólares, justificando o valor com o “extenso tamanho” do complexo. De acordo com o coordenador do pólo, o Governo, proprietário do espaço, estava à procura de parceiros para dividir custos da infra-estruturação da área de produção industrial e comercial.

O Pólo Industrial de Viana, que funciona há 17 anos, faz parte do programa do Governo que visa promover a industrialização de Angola, criação de empregos, bem como reduzir as exportações de bens e serviços. Com 2.700 hectares, a área alberga 600 empresas, ligadas à indústria, comércio, logística, transporte, construção civil e banca. Mas nem todas as empresas encontram-se em pleno funcionamento. Cerca de quatro mil postos de empregos foram aí gerados.

 

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