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AGRICULTURA. Projecto seria implementado em cinco anos e, entre outras medias, previa torrefação nos locais do produção. Mais de 678 explorações agrícolas e 12 mil empresariais teriam apoio directo do Estado.

O Programa de Industrialização do Café que visava, na última fase, a torrefação de cerca de metade da produção nacional não chegou a ser implementado, por falta de recursos financeiros, soube o VALOR do Instituto Nacional do Café (INCA).

Integrado no plano estratégico do Governo para o aumento da produção, através da renovação de mudas, escolas de campo, comercialização e industrialização do café, o programa seria implementando entre 2013 e 2017 e previa apoiar, até ao último ano, mais de 678 explorações agrícolas familiares e 12 mil empresariais, cobrindo uma área superior a 929 hectares, 489 viveiros e mais de 66 mil novas plantações.

Avançando a crise como justificação ao entrave do projecto, José Carlos, técnico da área de projectos do INCA, exemplificou que, no caso da industrialização, se previa que o café produzido no Uige fosse torrado localmente, evitando-se a deslocação desta tarefa para Luanda, plano que se admitia estender-se às outras províncias que cultivam o produto.

Estudos realizados pelo INCA estimam que, nos próximos anos, com investimento direccionados, a produção nacional poderá atingir as 50 mil toneladas de café comercial, mais de três vezes acima das 15 mil toneladas registadas em 2015, segundo dados oficiais, contestados, entretanto, por várias empresas do sector que estimam a produção actual em apenas três mil toneladas.

Uíge, Bengo, Cabinda, Kwanzas-Sul , Kwanza- Norte, Benguela, Huambo, Bié, Huila e Malanje são as 10 províncias em que se produz café, produto que contabilizava 50 mil produtores inscritos até 2015, 98% dos quais na categoria de ‘explorações agrícolas familiares’.

A actividade de torrefação é dominada actualmente por empresas privadas, como a Angonabeiro, detentora da marca de café Delta e Ginga, e a Cafangol, uma empresa de parceria público-privada. Dados oficiais recentes dão conta de que o sector do café que já foi considerado até 1974 como um dos mais produtivos do país, actualmente abrange uma área de 18 mil hectares, contra os mais de 100 hectares no período colonial.

 

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