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POLÍTICA. Comité Central do MPLA não oficializou nomes de João Lourenço e Bornito de Sousa para encabeçarem lista às eleições de 2017. Responsáveis do MPLA consultados afirmam que estruturas de base deverão pronunciar-se.

A segunda reunião ordinária do Comité Central do MPLA que decorreu sexta-feira, em Luanda, deixou algumas dúvidas em relação ao tema da sucessão presidencial. Apesar de vários órgãos de comunicação social, incluindo a pública Rádio Nacional de Angola, terem avançado a aprovação pelo Comité Central de João Lourenço e Bornito de Sousa para lideraram a lista do partido que vai às eleições em 2017, várias fontes consultados pelo VALOR admitem que a decisão final ficará à espera das estruturas de base que serão convidadas a pronunciar-se sobre o tema. As fontes que reconfirmam a intenção de José Eduardo dos Santos de abandonar o poder, já manifestada publicamente e apresentada oficialmente às estruturas superiores do MPLA, falam da existência de oposição de sectores importantes do partido que entendem que ainda não é altura da retirada do Presidente. “Ele venceu as eleições dentro do partido com 99,6% dos votos, isto é um significado claro de que o partido confia na sua liderança incontestável. Sair agora significa, em certa medida, trair essa confiança que lhe foi depositada”, afirma uma figura destacada do partido no poder, que solicitou o anonimato, insistindo que “as estruturas de base hão-de pronunciar-se para posterior decisão do Comité Central”.

Em Março deste ano, José Eduardo dos Santos manifestou a intenção de abandonar a política activa em 2018, abrindo um cenário de especulações sobre os moldes em que ocorreria a sua eventual sucessão. Na última quinta-feira, após a reunião do bureau político do partido, várias notícias mencionavam uma carta formal em que o presidente do partido governante propõe os nomes de João Lourenço, actual ministro da Defesa e vice-presidente do MPLA, para cabeça de lista às eleições de 2017, e Bornito de Sousa, actual ministro da Administração do Território, para segunda figura da lista, colocando-a na posição de vice-presidente da República, em caso de vitória da formação sediada na Avenida Ho Chi Min, em Luanda.

O comunicado final da reunião, lido pelo secretário do bureau político do MPLA, Mário António, salientou que o encontro aprovou a “síntese da estratégia eleitoral do MPLA”, para preparar as tarefas até às eleições, bem como a estrutura de coordenação da campanha e o programa de governação do partido entre 2017 e 2022, na próxima legislatura. O Comité Central reafirmou o seu “incondicional apoio” ao líder do partido e Titular do Poder Executivo “pelo empenho na implementação da Estratégia para a Saída da Crise, com vista à recuperação e à manutenção da estabilidade económica e à criação de condições para o bem-estar do Povo Angolano”.

SITUAÇÃO ECONÓMICA

Falando na abertura da segunda reunião, José Eduardo dos Santos revelou-se satisfeito com as reformas em curso no sistema bancário nacional, ressaltando que ambos os processos estão “no bom caminho”.

“A implementação do programa de adequação do Banco Nacional de Angola e do sistema bancário nacional à legislação nacional e internacional e boas práticas universais está no bom caminho, assim como a reorganização e melhoria da gestão da Sonangol”, afirmou o chefe de Estado e líder do MPLA.

Durante ainda a sua intervenção na reunião do Comité Central do MPLA, JES abordou, de forma geral, a evolução da situação económica do país, tendo-se referido, com particular realce, à estratégia governamental para a saída da crise.

Esta estratégia, que assenta no aumento da produção nacional para incrementar e diversificar as exportações, essencialmente ainda à base de petróleo, e para cortar nas importações, “ganhou um novo fôlego”, segundo o presidente do MPLA.

Tendo em conta o desempenho do primeiro semestre, influenciado pela forte quebra na cotação internacional do barril de crude, acrescentou que os preços dos produtos da cesta básica “baixaram em mais de 50%”.

“E verificou-se a retoma da actividade das empresas que estavam a paralisar, o restabelecimento dos contratos de investimento público, em vários domínios, e o aumento do emprego”, apontou.

 

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