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A percentagem de adultos com uma conta numa instituição bancária, em Angola, situa-se abaixo dos 30%, estimou o especialista sénior do Banco Mundial Mazen Bouri, durante um fórum sobre o sector financeiro, em Luanda, em que apontou “discrepâncias em termos de género” e espaço geográfico, no acesso aos serviços financeiros.

Do total da população no meio rural, por exemplo, apenas 22,3% das mulheres tinha conta bancária em 2014, mas, quando a referência é a população adulta, o indicador baixa para os 18,8%, colocando Angola com “diferenças mais aguadas”, face aos demais países da SADC e da África subsariana, em geral.

Baseando-se em dados da pesquisa Global Findex, desenvolvida pelo Banco Mundial e pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o especialista notou que, em 2015, Luanda, com cerca de sete milhões de habitantes, detinha aproximadamente 90% de todo o crédito e 95% de todos os depósitos do país, o que denuncia “um fosso na inclusão financeira entre a capital e o resto do país”.

O uso de pagamentos móveis é outro indicador que considera “baixo”, já que Angola se encontra numa posição inferior “em relação aos países da região e países equiparados”. Em 2014, menos de 5% dos adultos realizaram uma transação a partir de uma conta numa instituição financeira, usando o telemóvel.

Sobre progressos no sector financeiro, Mazen Bouri verifica, nos últimos cinco anos, o crescimento do número de balcões em cerca de dois terços, a duplicação das Caixas de Pagamento Automático (ATMs, na sigla em inglês), além do número de postos de venda que quase triplicou.

O workshop ‘Linhas Gerais da Estratégia de Desenvolvimento do Sector Financeiro em Angola’ decorreu, na semana passada, promovido pelo Ministério das Finanças, em parceria com o Banco Mundial. A iniciativa visou dar a conhecer aos agentes financeiros e não só as ‘Estratégias de Desenvolvimento do Sector Financeiro Nacional’, que se pretende “inclusivo, resiliente e diversificado”.

As estratégias do sector financeiro estão previstas para serem aprovadas pelo Governo em Fevereiro do próximo ano e disseminadas e publicadas em Março. O período de implementação é de cinco anos, sendo supervisionada pelo Conselho de Estabilidade Financeira, composto por várias instituições. Segundo o Ministério das Finanças, as estratégias vão assentar em quatro pilares principais, nomeadamente a estabilidade financeira, a inclusão financeira, os seguros e fundos de pensões e mercado de capitais.

 

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