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CRISE. Situação é mais crítica nas províncias em que fornecimento de energia é feito através de centrais térmicas, devido a custos com combustíveis. É o caso do Kuando-Kubango, Huambo, Moxico, Namibe e Benguela.

Várias direcções provinciais de Energia e Águas estão sem recursos para expandir os projectos de melhoria no abastecimento de água às sedes municipais e para manter o fornecimento equilibrado de energia eléctrica.

Num encontro de balanço de responsáveis do Ministério da Energia e Águas (Minea), o ministro João Baptista Borges foi confrontado com informações que apontam para uma situação difícil nos municípios das províncias do Cuando Cubango, Huambo, Moxico, Namibe e Benguela, onde as comunidades são, muitas vezes, obrigadas a contribuir com valores monetários para ter acesso à electricidade.

Uma fonte do Minea indica que a situação se estende a mais regiões e explica que, no Cuando Cubango, o fornecimento de energia eléctrica é de apenas seis horas por dia, um quadro que se espera venha a agravar-se nos próximos tempos, caso se mantenham as restrições financeiras.

Ao que o VALOR apurou, vários gestores à frente das empresas províncias de energia e águas manifestaram a João Baptista Borges descontentamento, face à ausência de soluções imediatas, considerando que se trata de uma dificuldade que se arrasta há dois anos, com inúmeros projectos do sector paralisados.

A fonte cita como exemplo a suspensão das obras da barragem de Camacupa, no Bié, cujas obras foram adjudicadas à Dar-Angola, uma empresa de consultoria do sector da energia e águas, mas que teve de retirar os seus meios por indisponibilidade financeira do Minea. “A realidade é insustentável e transformou a Direcção Nacional de Águas num mero espectador por não apresentar soluções, além da falta de condições técnicas para dar continuidade aos trabalhos de assistência técnica aos diferentes projectos paralisados”, caracteriza a fonte, acrescentando que, durante o processo de reestruturação das empresas do sector, “não houve cabimentação de verbas, daí o fraco desempenho das direcções provinciais”.

Com vista à redução das carências energéticas, o Minea promete, no entanto, abastecer as centras térmicas e evitar que a população contribua com valores monetários, mas a incógnita continua a ser onde a equipa de João Baptista Borges vai conseguir os recursos. “De qualquer forma, o objectivo do Minea é trabalhar para que cada província elabore um orçamento para as suas necessidades, de modo a oferecer um serviço que responda às necessidades da população.”

Outra questão que se levanta é a falta de quadros e técnicos para a gestão dos centros de distribuição de água.

A Direcção Nacional de Águas garante que, para 2017, vai apostar na formação e capacitação contínua de técnicos para assegurar a operacionalidade dos laboratórios, além de trabalhar na legislação de controlo da qualidade da água.

No Orçamento Geral de Estado para 2017, aprovado, na semana passada, o Minea tem uma cabimentação de 248,8 mil milhões de Kwanzas, 25% menos que as verbas a que teve direito no exercício corrente.

Recentemente, o governo chinês disponibilizou, dentro da linha de crédito com Angola, cerca de 1,2 mil milhões de dólares para o desenvolvimento de projectos de abastecimento de água e para a construção das linhas de transporte de energia eléctrica.

 

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