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César Silveira

César Silveira

JLO, torna a GEFI uma empresa ‘normal’

Esta semana, o Presidente da República, João Lourenço, voltou a reforçar a intenção de combater a corrupção. Fê-lo na sessão de abertura do V Congresso da conferência das jurisdições constitucionais de África, reforçando a ideia de que a corrupção tem lugar cativo e permanente nos seus discursos.

Se este repetir, por si só, garantisse o sucesso desta aposta, não restariam dúvidas que até ao fim do mandato do actual governo os índices de corrupção e práticas semelhantes baixariam significativamente. Mas as palavras não bastam. Há práticas simples, que representariam um grande sinal da vontade de João Lourenço, em particular, e do MPLA, em geral. Mas são ignoradas ou não convém testa-las. Uma destas práticas poderia ser escancarar as contas, negócios e práticas do grupo empresarial do MPLA, a GEFI.

É impossível acreditar que o partido, cuja holding empresarial nem um site tem, queira efectivamente combater a corrupção. É impossível acreditar que o partido cujo braço empresarial não publica os respectivos relatórios e contas, esteja efectivamente comprometido em investir na transparência, concorrência e, sequencialmente, na melhoria do ambiente de negócios do país. Sobretudo porque a GEFI, criada em 1992, é um grupo empresarial com certa influência e com interesses em diversos segmentos.

Portanto, o Presidente da República e do MPLA, João Lourenço deve, como prova do compromisso que tem com o combate contra a corrupção e a melhoria do ambiente de negócios do país, inverter o quadro.

O histórico das práticas económicas e empresarias do país indiciam que esta empresa terá sido das que mais beneficiou de práticas como a corrupção, impunidade, facilitarismos e outras que o MPLA, agora, se propõe a combater. E, talvez por isso, falta coragem de escancarar-se as portas do grupo, mas esta seria uma prova do compromisso do MPLA em melhorar o que, durante anos, esteve mal. É preciso transformar a GEFI numa empresa normal.

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Sonangol, o jornalista tem procuração do povo para questionar

Que a Sonangol tem um défice de comunicar e de responder às questões da imprensa é do domínio de todos os jornalistas que, com alguma regularidade, solicitam esclarecimentos à petrolífera. A dificuldade é ainda maior quando a questão está relacionada com recursos financeiros investidos e/ou ganhos.

A comunicação da maior e mais importante empresa do país resume-se, essencialmente, ao envio de comunicados aos órgãos de comunicação que, entretanto, quase nunca conseguem ter esclarecimentos sobre eventuais dúvidas à volta dos comunicados. Ou seja, verdadeiros monólogos. E, anualmente, realiza uma conferência de imprensa.

Portanto, não é de todo notícia a petrolífera esconder o que se ganhou no primeiro ano, depois do fim do monopólio do negócio da importação e comercialização da gasolina e gasóleo. Mas é de todo curioso, sobretudo quando a mesma empresa prometera reduzir consideravelmente os custos.

Na semana passada, a companhia e a recém-criada Agência Nacional de Petróleo e Gás assinaram um acordo para que a Sonangol comercialize o petróleo a que a agência tem direito, enquanto concessionária nacional. E, mais uma vez, os valores ficaram em segredo por supostamente o direito à informação dizer respeito apenas às partes. Engano. As partes são públicas e, como tal, a informação também deve ser.

Os gestores públicos têm a obrigação de entender que o jornalista não questiona pela simples vontade pessoal de ‘chatear’, mas pelo compromisso e obrigação de satisfazer a vontade, necessidade e direito do povo.

O jornalista tem praticamente uma procuração passada pelo povo para questionar, questionar e questionar. E o refrescamento vale para todos os organismos e gestores públicos que insistem em gerir a informação como se de bem privado se tratasse, deixando a entender que a transparência que se defende alcançar não passa de discurso.

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Sonangol esconde ganhos da mudança de fornecedores

A semana passada, a Sonangol anunciou as empresas vencedoras do segundo concurso público para a importação e comercialização de gasolina e gasóleo, depois do primeiro realizado o ano passado. No entanto, a petrolífera não adianta se conseguiu alcançar a “redução considerável nos montantes a despender com a importação dos refinados”.

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